Uma frase e bastou isso para o coração dos fãs brasileiros acelerar outra vez; ao admitir que a nova turnê pode seguir até 2027, Geddy Lee abriu uma fresta para reacender um sonho que nunca morreu por aqui; o Brasil, palco do maior público da história do Rush em uma turnê, volta a surgir no horizonte.
O futuro do Rush ganhou uma nova luz e ela pode apontar de volta para o Brasil. Em uma entrevista publicada nesta sexta-feira (31) ao site do jornal canadense The Globe and Mail, Geddy Lee deixou escapar a frase que incendiou expectativas ao redor do mundo.
“Estamos avaliando estender a turnê até 2027. Eu realmente não sei. Vamos ver como tudo se desenrola”, disse Geddy.
Em segundos, a possibilidade deixou de ser rumor e virou esperança concreta. E no Brasil, onde o Rush viveu um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória ao vivo, a imaginação começou a trabalhar.Agora entra informação quente.
Uma fonte ligada à produção do Rush, que falou com exclusividade ao RushBrasil.com, afirmou que a discussão sobre América do Sul já passou do campo da suposição. “Eles poderiam facilmente fazer um show em estádio no Rio ou em São Paulo. O mesmo com o Chile, poderiam usar o Estádio Nacional. Talvez façam só dois países: Brasil e Chile”, informou nossa fonte. “Mas eu aposto que eles querem muito vir à América do Sul”, disse.
“E acho que essa seria a terceira prioridade: primeiro Estados Unidos e Canadá; depois Europa, por muitos motivos, e porque ficaram devendo aos fãs europeus. Agora seria quase pagar uma dívida, se é que você me entende.”
Ou seja: a porta não só está aberta — ela está entreaberta e com luz vazando pelas frestas.
A frase de Geddy caiu como faísca em pólvora emocional — especialmente no Brasil. Em São Paulo, em 2002, no Estádio do Morumbi, o trio registrou o maior público de sua carreira em uma turnê, com 60 mil pessoas. Outras 42 mil estiveram no Maracanã, no Rio de Janeiro, e mais 20 mil no Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Foi ali, na primeira passagem da banda pelo país, durante a turnê de Vapor Trails, que o Brasil se revelou para o Rush como uma força cultural e emocional capaz de desafiar expectativas. Na mesma tour, a banda ainda passou por Rio de Janeiro e Porto Alegre, somando mais de 100 mil espectadores, e voltou em 2010 para novos shows em São Paulo e Rio.

Segundo o Globe and Mail, o retorno aos palcos foi arquitetado com precisão. A turnê está sendo conduzida por Cliff Burnstein e Peter Mensch, da Q Prime, e promovida pela Live Nation. Inclusive, a empresa tem uma parceria no Brasil com o empresário Roberto Medina.
A ideia inicial era fazer temporadas de várias noites em arenas de Los Angeles, Chicago, Nova York, Toronto, Cleveland, Cidade do México e Fort Worth. Mas a demanda foi tão avassaladora que novas datas surgiram e outras cidades — como Montreal, Vancouver e Edmonton — foram adicionadas.
Para quem ainda questionava se o Rush poderia voltar e lotar arenas, a Live Nation nunca vacilou. “Não havia nenhuma dúvida da nossa parte. Nenhuma”, disse Riley O’Connor, presidente da Live Nation Canadá. E o público provou por quê; bastou anunciar e os ingressos evaporaram.
A volta não foi por impulso. Lee e Alex Lifeson discutiram a ideia por uma década, e só avançaram após Lifeson se recuperar de cirurgia, inclusive passando por avaliação em uma clínica na Europa. O primeiro sinal público de renascimento veio no tributo a Taylor Hawkins, em Londres, em 2022. A partir daí, em silêncio, a engrenagem foi remontada. A baterista alemã Anika Nilles viajou discretamente a Toronto várias vezes e ensaiou cerca de 35 músicas com a dupla no estúdio de Lee.
Com a Fifty Something Tour tomando corpo e o Rush redescobrindo sua química no palco, a ideia de 2027 deixa de ser apenas projeção e ganha corpo. Se houver tempo, e tudo indica que haverá, o mundo pode voltar a ver Geddy e Alex cruzando oceanos. E como o próprio Globe and Mail menciona, a América do Sul está no radar.
Se o Rush voltou quando quase ninguém acreditava que voltaria, por que não voltar ao Brasil, o país que o recebeu com uma devoção poucas vezes vista na história do rock? Ainda não é anúncio. Mas também já não é sonho solto no ar.
É caminho — e ele está sendo traçado.
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Feliz Demais com essa notícia!! ❤️❤️❤️🎵🎵🎵
Nem me fale!