Direto de Curitiba, a banda Ghost Riders sobe ao palco do maior encontro sul-americano de fãs do Rush com uma missão clara: arrepiar; com fidelidade sonora, entrega emocional e um repertório de tirar o fôlego, o trio promete transformar devoção em celebração
A Rush Fest 2026 acaba de anunciar mais uma atração brasileira para sua aguardada edição em Criciúma, a banda Ghost Riders, de Curitiba, foi confirmada como uma das convidadas do evento. Com isso, o festival reforça seu compromisso de reunir projetos que celebram com paixão, competência e respeito o legado de uma das bandas mais complexas e amadas da história do rock.
Com seis anos de estrada, a Ghost Riders nasceu da fusão entre admiração profunda e o desejo técnico de reproduzir nos palcos a magia dos shows do Rush. “Considerando as nossas vidas como músicos e fãs de Rush de longa data, acredito que a Ghost Riders era apenas uma questão de tempo”, contou Lucas Bossle, guitarrista da banda, em entrevista exclusiva ao RushBrasil.com.
“Acho que fãs de Rush tendem a ter uma relação muito íntima com a banda — quase todo fã passou por algum momento difícil na vida e encontrou apoio nas letras do Neil ou a energia que precisava no som do Rush e nós não somos diferentes˜, afirmou.
O trio curitibano, formado por Lucas Bossle (guitarra, violão, bass pedals), Dalton Santos (bateria e pads eletrônicos) e Luis Eduardo (vocal, teclados, baixo e bass pedals), recria com fidelidade a formação clássica da banda canadense. Cada detalhe, dos timbres de sintetizadores aos samples, é pensado com rigor técnico e emocional.
“Acho que no fundo sempre tivemos essa vontade de ‘brincar de ser o Rush’, um sonho de moleque que ainda temos. Se esses três caras com habilidades tão específicas e o mesmo sonho compartilhado se encontram, é inevitável que isso aconteça.”
A dedicação do trio é tamanha que, antes mesmo do primeiro show, a banda passou quase um ano ensaiando intensamente. “Mesmo já conhecendo o repertório há muitos anos, é um desafio muito grande fazer tudo funcionar ao vivo. Acredito que com essa prática, as partes mais técnicas vão saindo mais naturalmente, e aí no palco conseguimos também estar atentos às nossas emoções e à nossa conexão com o público.”
Lucas revela que o maior risco ao vivo não é errar uma nota, mas sim deixar o medo de errar dominar. “É inevitável que alguns erros aconteçam, mas o pior que pode acontecer é estar muito preocupado em não errar. Acho que as pessoas sentem isso e o show perde um pouco da mágica. Algo que aprendemos nesses anos de Ghost Riders é que o público de Rush é exigente, mas perdoa alguns erros. O que é mais difícil de perdoar é a falta de energia e atitude.”

A presença na Rush Fest 2026 representa um divisor de águas na trajetória da banda. “Para nós, além de ser uma grande honra e responsabilidade, significa que estamos fazendo algo direito. É um reconhecimento de tudo o que fizemos até aqui, e também uma porta para o futuro”, confessou.
Ele ainda complementou a chance da troca de ideias com outros fanáticos. “Conhecer novos fãs de Rush, nos conectar mais com essa comunidade e vivenciar uma experiência totalmente singular. A Rush Fest é com certeza uma oportunidade muito especial para nós, e recebemos o convite com muita empolgação. Nosso objetivo está claro: queremos fazer um show que vai deixar todo mundo arrepiado.”
Set list– Sobre o repertório, Lucas confessa que é difícil escolher uma favorita, mas algumas músicas ocupam lugar especial na alma da banda. “Uma que sempre temos tocado é Xanadu. Essa música tem uma coisa muito espiritual que é difícil de colocar em palavras. Tem um momento que nós adoramos, em que todo o público canta junto ao final do verso: Xanadu!”, revelou.
“Como não vou conseguir deixar só nisso, também preciso falar de “The Camera Eye”. Essa música nos leva a um lugar muito feliz e animado, e é sempre um prazer tocar. Também por ser uma música um pouco menos conhecida, ela é bem especial para os fãs que curtem essa pérola. Só não tocamos ela toda vez para não estragar a surpresa.”
Além do aspecto técnico, a Ghost Riders reconhece o papel simbólico e emocional que uma banda tributo pode exercer, especialmente quando se trata de um grupo tão singular quanto o trio canadense. “Não é uma dessas bandas que sempre vai ter um tributo em qualquer bar de rock. Então quem já é fã valoriza muito as poucas bandas que estão fazendo isso. Ainda mais se você considerar essa relação especial que o fã de Rush tem com essa obra, como citei antes.”

E esse impacto é real. “Um outro aspecto importante das bandas de tributo é que muitas pessoas ouvem Rush pela primeira vez assim. A música ao vivo tem um poder enorme de mobilizar e tocar as pessoas. Isso é algo muito valioso, já que nossa atenção hoje é muito dispersa, raramente estamos apenas ouvindo música. Já ouvimos depoimentos de pessoas que sequer gostavam, mas que passaram a gostar depois de assistir a um show. Outras nunca tinham ouvido e passaram a ouvir também. Acho que isso mostra como o trabalho das bandas de tributo pode realmente tocar e transformar o público.”
Com presença forte no Instagram e uma série de vídeos ao vivo disponíveis no YouTube, a Ghost Riders vem conquistando cada vez mais admiradores ao redor do Brasil. Agora, com a confirmação na Rush Fest 2026, a banda se prepara para levar sua paixão ao palco de um dos maiores encontros de fãs do Rush na América do Sul e um dos maiores do mundo.
Se depender da energia do trio curitibano, o público em Criciúma pode esperar mais do que uma homenagem. Pode se preparar para uma noite inesquecível, feita por quem não apenas toca Rush, mas vive Rush, nota por nota, verso por verso, alma por alma.
Respostas de 2
Assiste inúmeros shows dessa banda em particular e digo que é sempre um emocionante privilégio.
João estive no último RUSH FEST junto com minha esposa e achamos o repertório muito repetitivo. As bandas poderiam conversar entre si para evitar isso. Já comentei cate com o Tanios sobrexisso Como sempre a banda da Carol é magnífica. Fica a dica e sugestão. Fraterno abraço Sidney de Floripa