New York para o Brasil: confirmada “Analog Kids” na Rush Fest 2026

A banda Analog Kids é a segunda atração internacional confirmada para o Rush Fest 2026, que celebra os 10 anos do festival em Criciúma, no Sul do Brasil; com três músicos incríveis e uma paixão visceral pelo som do trio canadense, eles prometem emocionar os fãs com um show de tirar o fôlego; saiba quem são, como surgiram e por que você não pode perder essa apresentação histórica

Uma banda, três músicos, um propósito: manter viva a música do Rush com respeito, entrega e paixão. Diretamente de Buffalo, Nova York, a Analog Kids é a segunda atração internacional confirmada para a Rush Fest 2026, que acontece nos dias 17 e 18 de abril, em Criciúma, Santa Catarina, na região Sul do Brasil. O anúncio reforça a promessa de uma edição histórica para comemorar os dez anos do festival que já se consolidou como o maior encontro de fãs do Rush na América Latina, que chega ao décimo ano.

O trio de New York aporta no Brasil para o Rush Fest 2026

Mais do que uma banda cover, a Analog Kids se tornou um projeto de vida para seus integrantes. Formado por Nat Peace (baixo, vocais, teclados), Larry Kremer (bateria) e Joe Pinnavaia (guitarra), o trio impressiona pela qualidade técnica, pelo repertório ousado e, acima de tudo, pela emoção com que interpreta as canções. Eles recriam o som do Rush no mesmo formato original — três músicos no palco — com direito a camadas complexas de sintetizadores, vocais potentes e uma performance instrumental afiada.

Apesar da formação ter acontecido recentemente, se comparada a outros tributos ao Rush espalhados pelo mundo, a Analog Kids já conseguiu a atenção de quem os viu ao vivo. Dezenas de depoimentos nas redes sociais confirmam a qualidade do som, a entrega do trio e o respeito ao material original. Um verdadeiro gol de placa da produção do festival, que aposta em algo novo — e de excelência.

A banda nasceu de um momento marcante. “Logo após a morte de Neil Peart, recebemos o chamado para montar uma banda para fazer um show tributo com outras cinco bandas. Como verdadeiros fãs do RUSH, fizemos exatamente isso”, relembra Nat. “O show foi tão bem recebido que decidimos continuar o projeto e, até hoje, estamos adicionando mais músicas ao nosso catálogo e trabalhando duro para fazer jus a ele.”

A semente desse tributo, no entanto, havia sido plantada antes. Nat e Larry já haviam dividido palcos num tributo ao Judas Priest. Num dos ensaios, durante um intervalo, os dois começaram a tocar algumas músicas do Rush por pura diversão. “Eu levei o baixo naquele dia. A gente começou a tocar e lembro da reação de todo mundo. Havia algo especial ali. Não foi só uma jam, foi um sinal.”

O impacto emocional da perda de Neil Peart catalisou o que antes era apenas uma ideia solta. Era preciso fazer algo. Celebrar a obra. Honrar o legado. Foi quando surgiu a oportunidade de participar de um show tributo. O trio se formou rapidamente e, mesmo com limitações técnicas no início, encontrou seu caminho. “Eu nunca tinha tocado teclado de verdade antes. Sempre brinquei um pouco, mas nunca levei a sério. Sempre achei que os teclados eram o principal obstáculo para qualquer tributo ao Rush. Mas aquilo acendeu uma chama em mim, conta Nat. “Comprei um teclado, pedais MIDI e mergulhei. Basicamente, aprendi esse instrumento só por causa desse projeto.”

Assista ao vídeo da Analog Kid tocando “Working Man”

O guitarrista Joe Pinnavaia foi o último a entrar. E não foi sem hesitação. “Pensei: de jeito nenhum. Não tem como tocar como o Lifeson. Eu já conhecia algumas músicas, claro, mas para um tributo é preciso ir fundo. Tocar as músicas que só os fãs mais dedicados conhecem. Mas foi incrível redescobrir esse repertório com profundidade. Hoje, vejo esse trabalho como algo parecido com o que fazem as orquestras — manter viva uma obra-prima, executando com precisão e sentimento.”

Joe tem uma formação sólida em música. Estudou violão clássico e jazz na universidade, tocou com músicos experientes e chegou a ter material solo lançado pelo selo de Steve Vai, a Digital Nations. “Ser aceito naquele selo foi uma grande confirmação de que eu podia estar entre os melhores. Ainda tenho o contrato com a assinatura dele. Mas minha paixão sempre foi tocar ao vivo.”

Larry Kremer, por sua vez, tem uma história com a bateria que começa ainda na infância. “Eu devia ter uns quatro anos. Minha mãe estava pintando a sala, e eu peguei duas colheres da cozinha e comecei a batucar nas latas de tinta. Ela ficou irritada, mas sabia que aquilo ia dar em alguma coisa.” Aos 7 anos, já tocava para os vizinhos na varanda de casa. Aos 10, ganhou sua primeira bateria de verdade. Depois vieram os ensaios no porão, os primeiros shows com bandas autorais e o jazz na escola. Mas a vida o levou a parar de tocar profissionalmente por quase duas décadas.

“Aos 40 anos, senti que precisava voltar. Consegui um trabalho local como caminhoneiro e, à noite, voltei a ensaiar. Ia a bares, noites de microfone aberto, qualquer lugar onde me deixassem sentar na bateria. E foi ali que reencontrei o Nat.”

Para os três, o Rush é mais que uma banda: é uma filosofia de som, dedicação e identidade

Para os três, o Rush é mais do que uma banda. É uma filosofia de som, dedicação e identidade. A formação enxuta do trio canadense, que conquistou o mundo com inteligência, complexidade e honestidade musical, é a principal inspiração da Analog Kids. “Tem gente que ainda duvida que apenas três músicos consigam entregar esse repertório ao vivo. Mas quando a gente começa a tocar e a plateia sente a vibração, tudo se conecta.”

Com performances arrebatadoras e repertório eclético, a Analog Kids já é considerada por muitos como um dos melhores tributos ao Rush da atualidade. No palco, alternam hits como Tom Sawyer, Subdivisions e The Spirit of Radio com pérolas menos conhecidas como Natural Science, Jacob’s Ladder e The Camera Eye. “A gente faz questão de explorar todas as fases do Rush. Queremos mostrar o quanto essa banda foi diversa e corajosa.”

Hotel e palco– Na última matéria sobre a Rush Fest, informamos que seriam dois palcos mas, na verdade, para a edição de 2026, a produção optou por mudar a estrutura.”Será um apenas um palco, maior, pra não ter distinção entre as atrações”, citou Marcos Milanese, um dos produtores. E ele traz também um alerta. “O hotel oficial do festival (Darolt Hotel) já está com mais de 60% da ocupação”, diz. Lembrando que com o código “rushfest” , é garantido um desconto de 10% na hospedagem.

Com a confirmação da Analog Kids, a Rush Fest 2026 reafirma seu compromisso de entregar uma celebração intensa, profunda e inesquecível. ma coisa já é certa: a décima edição do festival será uma ode definitiva ao legado de Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart.

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