Rush: milhões de motivos para celebrar

Há 30 anos, o álbum Moving Pictures recebia o certificado de platina quádrupla, um marco histórico

Impossível chegar ao dia de hoje, 27 de janeiro, sem lembrar do sucesso desse disco clássico. Afinal, os números dizem tudo. Celebramos hoje um marco épico na história da nossa banda favorita: o aniversário de 30 anos da certificação de platina quádrupla do álbum Moving Pictures pela RIAA. Lançado em 1981, Moving Pictures não foi apenas um sucesso comercial absurdo, mas também uma obra-prima aclamada pela crítica, que até hoje figura entre os melhores álbuns de rock progressivo de todos os tempos.  O prêmio significa que o disco vendeu mais de 4 milhões de cópias no país até aquela data, um feito extraordinário para qualquer banda, especialmente para um trio de rock progressivo que ousou desafiar as convenções e criar uma sonoridade única e atemporal.

A RIAA, sigla para Recording Industry Association of America, é uma organização comercial que representa a indústria fonográfica nos Estados Unidos. Basicamente, ela defende os interesses das gravadoras e distribuidoras americanas.Eles são os responsáveis por conceder os famosos discos de ouro, platina e diamante aos artistas que atingem determinados números de vendas. É como aquele selo de qualidade que garante o sucesso de um álbum.

Rush em 1981: sorriso de quem ganhou prêmio

Ganhar um prêmio da RIAA, como o disco de ouro, platina ou diamante, é um marco importantíssimo na carreira de qualquer artista ou banda. É como receber um selo de qualidade que reconhece o sucesso e a popularidade do seu trabalho. O Moving Pictures galgou caminho de prêmios que começou logo ao ser lançado. Foi ouro logo após chegar ao público e, logo depois, disco de platina. Em 1984, voltou a ser premiado com platina duplo; em seguida, platina quádruplo.

Agora vem o pulo do gato, que pouca gente sabe: a obra continuou fazendo tanto sucesso que recebeu, em 2021, o título de 5x platina, alcançando a marca de 5 milhões de cópias vendidas. Ganhar um reconhecimento assim é como ganhar um Oscar da música. É um feito que representa a consagração definitiva do artista, garantindo um lugar na história, inspirando gerações e abrindo portas para um futuro ainda mais brilhante.

Hinos do rock– Numa entrevista para a revista Classic Rock, quando o álbum completou 40 anos, o produto Terry Brown lembrou como foi trabalhar o disco. “ Moving Pictures foi um ótimo álbum para se fazer. A banda estava cheia de entusiasmo, a equipe mantinha os equipamentos funcionando e o Le Studio era um ambiente muito criativo. Eu ainda adoro aquilo, se sustenta muito bem para algo com 40 anos”, disse.

Leia aqui a matéria completa sobre os 40 anos do disco, comemorados em 2021.

As músicas que compõem o álbum são consideradas verdadeiros hinos do rock. Na época do lançamento, invadiram as rádios e catapultaram o power trio para o topo das paradas, conquistando uma legião de fãs ao redor do mundo. Mas o sucesso de Moving Pictures vai muito além dos hits: cada faixa é uma jornada musical complexa e emocionante, com letras profundas e a performance impecável. Tanto a crítica quanto os fãs consideram o álbum como a melhor fase técnica de Alex, Geddy e Neil.

Uma curiosidade foi lembrada por Geddy Lee, uma história que mostra o risco do álbum nunca ter existido, por incrível que pareça. “Foi o álbum que quase não aconteceu”, relata. “Era para fazermos um álbum ao vivo depois de Permanent Waves, mas Cliff Burnstein (um dos nomes da gravadora Mercury) nos chamou para uma reunião em Nova York e sugeriu que repensássemos, argumentando que, com Permanent Waves, tanto em termos de composição quanto de musicalidade, estávamos realmente nos encontrando como banda”, lembrou.

“Conversamos com Broon (Terry Brown, produtor do Rush na época) e reservamos novamente um espaço na agenda do Le Studio para o final do outono. Então, lá estávamos nós numa fazenda que pertencia ao grande expatriado roqueiro americano “Rompin” Ronnie Hawkins, animados e compondo canções com muita rapidez: “Tom Sawyer”, “Red Barchetta” e “Limelight” vieram primeiro”, conta.

Quem também considera a importância do disco é Charles Gavin, instrumentista, produtor, pesquisador, apresentador de TV e rádio, responsável pela bateria dos Titãs entre 1985 e 2010. “São arquitetos nos seus instrumentos. Acho que essa palavra, arquitetura, cabe bem na maneira como cada um atua dentro da música da banda”, explicou. “Letras maravilhosas. E a música, a sonoridade, a instrumentação. Riffs, melodias, viradas de baterias que só o Neil Pert conseguiria fazer”, lembrou. “Eles acertaram no disco, sem abrir mão de suas concepções estéticas e artistas nas quais acreditavam. Já eram ali um dos maiores instrumentistas de sua geração”, exaltou.

Assista aqui a conversa que tivemos com Charles Gavin.

E a saga continua. Trinta anos após a conquista do quádruplo platina, o álbum permanece como uma referência atemporal, guiando gerações de músicos e fãs através do universo infinito do rock progressivo. Uma obra-prima que transcendeu gerações, conquistou corações e ajudou a escrever o nome do Rush no lugar dos imortais da música.

Que as próximas décadas tragam ainda mais reconhecimento a este tesouro musical, e que as futuras gerações de Rushmaníacos continuem a celebrar o legado épico de Moving Pictures.

Discografia Factuais

Respostas de 2

  1. João, demais o site! Tem algo que, por incrível que pareça, a maioria não tem: quando cita algo, já põe o link no texto…a gente não precisa entrar no Youtube ou Google, quando a curiosidade é atiçada. Parece óbvio (e é), mas nem todos os textos sobre música na web tem este recurso! Parabéns!

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