Danforth & Pape celebra os 45 anos do álbum Permanent Waves com criação de uma ”capa de bootleg”

Uma viagem no tempo com direito a máquinas de tortura capilar e muito bom humor. A Danforth & Pape, loja londrina conhecida por suas camisetas criativas e com uma quedinha especial pelo Rush, resolveu celebrar os 45 anos do álbum Permanent Waves de um jeito pra lá de original: criando uma capa fictícia de um bootleg (cópia não autorizada) do disco. E como não podia deixar de ser, a homenagem veio carregada de bom humor e referências à era de ouro dos vinis piratas.
A capa, que imita o visual “tosco” e com cores opacas dos bootlegs dos anos 70 e 80, traz uma imagem inusitada: Alex Lifeson em um salão de beleza, com seus cabelos presos em máquinas de permanente vintage. Aquelas máquinas que mais parecem instrumentos de tortura medievais e que eram a última moda nos anos 80.
“Como é a semana do Permanent Waves, pensamos em compartilhar nossa própria homenagem a esta obra-prima e criar uma capa alternativa bootleg para o álbum”, declarou a empresa, em tom divertido. E a zoeira não para por aí! A Danforth & Pape ainda explicou a escolha da imagem inusitada.
“O que pode ser este estranho dispositivo… Apesar de sua aparência assustadora, este não é um instrumento de tortura ou um protótipo inicial de uma máquina de ler mentes – o Derren Brown 3000. Pelo contrário, era o que havia de mais moderno (sem trocadilhos) no mundo do cabeleireiro na época!”

A loja ainda lembrou que o permanente, apesar de ser associado aos anos 80, já existia há décadas, e que o processo antigamente era, digamos, um pouco menos glamouroso. “O permanente pode ter sido o penteado não oficial da década de 1980 para todos, de estrelas pop a jogadores de futebol, mas o processo de permanente surgiu muitas décadas antes – e envolvia máquinas que se assemelhavam a dispositivos de tortura medievais em vez de aparelhos elegantes de salão”, brincou a empresa, numa postagem no Facebook.
Com esse tributo criativo e hilário, a Danforth & Pape mais uma vez prova que é possível celebrar a música com bom humor e originalidade. E para os fãs do Rush, fica a lembrança de que, assim como um bom permanente, o legado da banda continua firme e forte, resistindo ao tempo e às tendências.
Homenagens hilárias– No Brasil, alguns fãs também lembraram os 45 anos de aniversário do disco e postaram fotos, fazendo referência a capa. Um deles foi Vito Montanaro, de São Paulo, que fez questão de colocar uma peruca para lembrar da imagem icônica dos anos 80.
Uma curiosidade: o designer da capa, Hugh Syme, conhecido por tantas outras imagens do Rush, na época convidou a modelo Paula Turnbull para a missão. A sessão de fotos foi em 1979. Turnbull foi creditada como “Ou La La” nos créditos do álbum. E você, o que achou dessa viagem no tempo com direito a muito hairspray e rock n’ roll? Compartilhe suas impressões nos comentários!