Karol & The Snow Dogs revivem Rush Fest 2026

Gravado ao vivo em Criciúma, o show completo da Karol & The Snow Dogs na edição de 10 anos da Rush Fest ganha avant-première, em uma noite feita para reviver a emoção do festival, reencontrar amigos e celebrar a música do Rush em alta definição.

O registro completo da Karol & The Snow Dogs na Rush Fest 2026 chega agora a um novo momento. Gravado ao vivo no dia 18 de abril, na Sociedade Recreativa Mampituba, em Criciúma, o espetáculo será exibido em avant-première no dia 5 de junho, recolocando em cena uma das apresentações mais marcantes da edição comemorativa de 10 anos do festival. O lançamento foi anunciado em primeira mão ao RushBrasil.com por Gilson Naspolini, baterista do grupo, que vê o material como um marco na história da formação catarinense e também como um documento afetivo da própria Rush Fest.

Para Gilson, a exibição carrega um sentido que vai além do registro audiovisual. “É um marco para nós, mais uma vez, estarmos à frente como a banda da casa nesse décimo ano da festa, que surgiu lá em 2016, ainda com a nossa primeira formação”, afirmou ao RushBrasil.com. Segundo ele, existe um caráter profundamente celebrativo nessa estreia, tanto pela década de existência da Rush Fest quanto pela trajetória da Karol & The Snow Dogs, que já soma 12 anos de estrada e vive hoje sua formação mais duradoura, sólida e forte. A data deixa tudo ainda mais simbólico, porque 5 de junho também marca o aniversário do primeiro ensaio da Snow Dogs.

A avant-première nasce com clima de reencontro, mas também de celebração de uma caminhada construída ao longo de muitos anos. Nós já assistimos ao filme e garantimos: é um verdadeiro show, em todos os sentidos. Quem esteve no Mampituba terá a chance de olhar para aquela experiência com outra calma, percebendo detalhes que talvez tenham escapado em meio à vibração do público, às luzes do palco e à emoção de acompanhar tudo de perto. Quem não conseguiu estar presente poderá sentir um pouco da força daquele encontro, quando fãs de várias partes do Brasil se reuniram mais uma vez em torno da obra de Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart.

O Rush e a amizade que fica

Com mais de duas horas de duração, o material foi captado com 13 câmeras em 4K e áudio em alta definição. Gilson destaca que esta é a terceira vez que o grupo consegue registrar um show em alta definição, mas agora de uma forma ainda mais especial. “Esse show acaba se tornando um documento muito importante não apenas para a Rush Fest e para os fãs, mas especialmente para nós, como banda”, explicou. A frase ajuda a entender o peso desse lançamento. Não se trata apenas de guardar uma apresentação, mas de preservar um momento de maturidade artística, emocional e técnica de uma formação que cresceu junto com o festival.

Gilson Naspolini: baterista, ele fez também a edição do filme

Gilson também viveu esse registro por outro ângulo. Depois de tocar a apresentação, ficou responsável pela edição do material, o que lhe permitiu revisitar tudo com um olhar mais amplo e atento ao que acontecia fora da bateria. “Foi muito especial rever esse show agora em formato completo. É muito interessante poder assistir tudo novamente por diversos ângulos. É como se eu tivesse vários olhos observando uma mesma cena”, contou. Esse olhar múltiplo permitiu ao baterista redescobrir a própria performance, agora não apenas como músico, mas como alguém atento aos gestos, às reações e aos detalhes que davam sentido àquela noite.

Durante o show, a concentração natural da execução faz muita coisa passar sem que os músicos percebam. Ao rever o material, Gilson encontrou pequenos grandes momentos que ajudam a explicar o clima daquela noite. “Consegui perceber momentos muito emocionantes, como pessoas chorando na frente do palco, cantando as letras junto com a banda, amigos fazendo as viradas no ar junto comigo ou até situações engraçadas, como o nosso mascote jogando baquetas e camisetas para o público”, lembrou. Por isso, o registro ganha uma camada humana muito forte. Ele mostra a performance, mas também mostra a reação de quem estava ali vivendo a música como memória, amizade e pertencimento.

Karol trouxe os timbres que assemelham muito aos de Geddy

Esse cuidado aparece também na montagem final. Gilson explicou que tentou incluir, ao longo das músicas, o máximo possível dos amigos e das pessoas que estavam vivendo aquele momento junto com o grupo. A decisão dá ao vídeo um caráter menos frio, menos distante e mais próximo daquilo que a Rush Fest representa para os fãs. “Realmente acabou se tornando um material muito especial e muito afetivo para todos nós”, disse. A palavra afetivo, aqui, talvez seja a chave. O show não foi registrado apenas para ser assistido, mas para ser reconhecido por quem esteve ali, quase como um álbum de lembranças em movimento.

Veja um pequeno teaser do documentário.

Dentro da edição de 10 anos da Rush Fest, a apresentação teve um peso especial também pelo conceito do repertório. A ideia, segundo Gilson, nasceu tanto do crescimento do festival quanto da evolução da própria Karol & The Snow Dogs. Muitos fãs conhecidos em 2024, incluindo pessoas de fora de Criciúma e de outros estados, voltaram em 2026, criando uma relação emocional mais forte entre palco e plateia. “A cada edição sentimos uma responsabilidade maior, mas também uma alegria ainda maior em executar essas músicas para esse público”, afirmou.

A proposta musical foi inspirada na turnê R40 do Rush, com uma música de cada álbum e uma linha cronológica inversa, começando pelos trabalhos mais recentes e voltando até 1974. Para Gilson, o show funcionou como uma espécie de “time machine”, não apenas musicalmente, mas também visualmente, com imagens e uma proposta estética pensada para conduzir o público por diferentes fases da carreira do trio canadense. “Foi muito legal perceber que o público compreendeu exatamente a mensagem que queríamos passar. Muitas pessoas comentaram isso depois do show, então acredito que fomos muito felizes na escolha do repertório e na maneira como conduzimos essa experiência”, afirmou.

O guitarrista César Tancredo

A execução cobrou bastante dos músicos, especialmente da bateria. Mesmo com muitos anos tocando Rush, Gilson reconhece que esse repertório trouxe desafios novos, já que boa parte das músicas era inédita para a atual formação e algumas ele nunca havia tocado ao vivo com uma banda. O início da apresentação foi um desses momentos de maior tensão. “Acho que o maior desafio foi abrir o show já com ‘Headlong Flight’ e um solo de bateria logo de cara. Eu estava bastante ansioso por esse momento”, contou. Mais adiante, ainda seria preciso guardar energia para outro solo perto do fim, já com as mãos cheias de bolhas. A lembrança dá a medida física de uma apresentação que exigiu precisão, resistência e entrega emocional até o último acorde.

Escócia- O lançamento também carrega um sentido simbólico na trajetória do quarteto. Se 2025 marcou a estreia internacional, com a elogiada participação no Rush Fest Scotland, em Glasgow, 2026 representou um retorno ao lar. Depois de criar laços com fãs e músicos de vários países e ver o encontro de Criciúma ganhar projeção fora do Brasil, a formação voltou ao palco da Rush Fest cercada por uma história ainda maior. “Depois da Escócia, criamos laços com fãs e músicos de vários países. Alguns já confirmaram presença aqui. Quando falamos que o evento no Brasil reúne 1.500 pessoas, ninguém acredita. Ver a Rush Fest em Criciúma ganhando esse reconhecimento internacional é emocionante. É a chance de celebrar a melhor banda do mundo com o mundo todo”, disse César Tancredo em entrevista ao RushBrasil.com.

Gabriel Naspolini: baixo e teclados

A estreia do vídeo surge desse mesmo espírito de celebração coletiva. Foram quase 40 dias de trabalho em cima do material e, segundo Gilson, o áudio ficou excelente. O resultado será apresentado como uma oportunidade única de rever o show da melhor forma possível, mas a proposta não termina na tela. “Conseguimos transformar a premiere em um grande encontro dos fãs de Rush. O mais importante é justamente reunir a galera novamente para conversar, rever amigos, trocar ideias e reviver momentos que marcaram a Rush Fest”, afirmou o baterista.

O encontro acontece no dia 5 de junho, às 20h, no Ratazana Comedy Club, em Criciúma, Santa Catarina. A casa abre às 18h, a entrada é gratuita e a reserva de mesas é recomendada. Com estrutura de som, luz e telão, a proposta é criar uma atmosfera quase de cinema, mas com a descontração de um bar, como definiu o próprio Gilson.

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Mais do que assistir a um show completo em alta definição, a noite será uma oportunidade para reencontrar a turma da Rush Fest e manter acesa a emoção de um festival que transforma Criciúma, a cada edição, em uma casa brasileira para todos que continuam tocados pela música de Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart.

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