Anunciados oficialmente na edição de 10 anos da Rush Fest em Criciúma, Karol & The Snow Dogs voltam ao palco que ajudaram a construir; um set inédito e a alma de quem nunca saiu de casa
Eles conhecem o palco como poucos. Sentem o calor da plateia antes mesmo das luzes se acenderem. Caminham pelos bastidores como quem volta pra casa. E é exatamente isso: casa. Em abril de 2026, quando os primeiros acordes ecoarem na nova edição da Rush Fest em Criciúma, será impossível não notar a vibração especial que vem da banda Karol & The Snow Dogs. Mais do que uma atração, eles são parte da alma do festival. E agora, oficialmente anunciados como mais uma das atrações da edição comemorativa de 10 anos, voltam ao centro dos holofotes com ainda mais história para contar e com um projeto ousado que promete emocionar até os fãs mais exigentes.
Formada em junho de 2014, inicialmente como 3 Snow Dogs, a banda evoluiu para um quarteto em 2022 com a chegada de Karoline Calegari nos vocais. A formação se completa com Gabriel Naspolini (baixo e teclados), César Tancredo (guitarra, teclados e backing vocals) e Gilson Naspolini (bateria e percussão). Com mais de 50 apresentações no currículo e uma sólida legião de fãs conquistada ao longo de quase uma década, a banda carrega consigo o compromisso inegociável com a fidelidade sonora e a entrega emocional — marcas registradas que a consolidaram como referência no universo dos tributos ao Rush.

Mas ser “a banda da casa” não significa jogar em terreno confortável. “É uma honra, claro, mas também uma grande responsabilidade”, afirma o guitarrista César Tancredo em entrevista exclusiva ao RushBrasil.com. “A gente não relaxa: os ensaios ficam mais intensos antes do evento, e sempre buscamos trazer algo novo, seja no visual, na dinâmica de palco ou na energia da performance. Por mais que a gente conheça o público e a vibe da Rush Fest, levar o nome do Rush a sério é obrigação, então a pressão artística sempre existe.”
Para a Rush Fest 2026, essa pressão se transformou em desafio criativo. Em comemoração aos 10 anos do festival, a banda preparou um setlist temático que fará uma verdadeira viagem pela discografia do Rush: uma música representativa de cada álbum de estúdio. “O resultado vai ser eletrizante. Cerca de 65% do repertório será inédito no nosso histórico de palco”, revela César. “Mesmo sendo veteranos no evento, estamos começando do zero com esse projeto. Mas é essa adrenalina que nos motiva. É como redescobrir o Rush junto com o público.”
O processo de escolha das músicas envolve também o cuidado de não sobrepor repertórios com outras bandas do festival. “Nunca tocamos ‘Limelight’, por exemplo, para deixar que outra formação apresente esse clássico. Existe esse cuidado coletivo entre as bandas. A Rush Fest tem esse espírito colaborativo.”

E se o Rush é um trio, a recriação fiel de seu universo sonoro exige, ironicamente, muito mais do que três pessoas. “Na guitarra, aprender as partes técnicas é uma coisa. O verdadeiro desafio é capturar cada nuance do que o Alex Lifeson criou. No Rush, cada nota tem um propósito exato”, explica. “Além disso, sou responsável por programar todos os teclados, operando controladores com os pés e o teclado do Gabriel. Levo semanas ajustando timbres, ergonomia, posições. É um trabalho quase de engenharia.”
Mas antes do perfeccionismo, vem a paixão — uma paixão que nasceu ainda na adolescência, nas areias da Praia do Rincão. “Minha história com o Rush começou ouvindo os álbuns dos anos 80 por influência do meu irmão mais velho. Lembro de apresentar o Fly by Night ao Gilson numa dessas férias. Ele estranhou o vocal do Geddy, mas acabou se apaixonando. Colocamos a faixa-título em repeat e ouvimos mais de trinta vezes naquela tarde. Hoje, ao programar o setlist com uma música de cada álbum, sentimos como se estivéssemos revivendo aquele espírito de descoberta juvenil.”
Show na Escócia– E se 2025 marcou a estreia da banda em solo internacional , com a elogiada apresentação no Rush Fest Scotland, em Glasgow, 2026 traz o retorno simbólico ao lar. “Depois da Escócia, criamos laços com fãs e músicos de vários países. Alguns já confirmaram presença aqui. Quando falamos que o evento no Brasil reúne 1.500 pessoas, ninguém acredita. Ver a Rush Fest em Criciúma ganhando esse reconhecimento internacional é emocionante. É a chance de celebrar a melhor banda do mundo com o mundo todo.”
Assista ao mini-doc A Passage to Glasgow, sobre a apresentação da banda na Escócia
O que o público pode esperar? Uma apresentação intensa, ousada e feita com o coração. “Finjo tranquilidade até a hora do show”, confessa César, “mas quando a música começa e o público responde, a insegurança vira combustível. E tudo se transforma. No final, o que fica é a alegria de ver as pessoas cantando junto e a certeza de que valeu cada minuto de preparo.”
Em 2026, Karol & The Snow Dogs voltará a ser o pulso da Rush Fest em Criciúma. Com a mesma alma, mas com novos desafios, novas ideias e a chama acesa como nunca. Porque alguns shows a gente assiste. Outros, a gente sente. E esse, mais do que nunca, será um deles.
Respostas de 6
Quem conhece a banda conhece, quem ainda não conhece precisa conhecer!!👏👏👏👏👏👏
É isso!
muito obrigado ao João e ao Rush Brasil por esse apoio ao evento e a nossa banda, sem palavras!
Vai ser demais!
Uhuuu estaremos juntos!
Simbora!